Nos dias 13, 15 e 16 de janeiro, o deputado Paes Landim foi convidado a participar das solenidades e bailes de Formatura das Turmas de Pedagogia, Administração com Habilitação em Turismo e Sistema de Informação da Faculdade Piauiense de Parnaíba – PI.

Ao lado do Senador João Vicente Claudino, Patrono da turma, do Deputado Ismar Marques e da Diretora Geral da FAP, Rosani Correia, Paes Landim, Paraninfo da turma, entregou os diplomas aos formados do Curso de Pedagogia.
Seu discurso em homenagem aos formandos, destacando a importância da educação superior e citando exemplos de figuras ilustres e belezas naturais da nossa Parnaíba, que exaltam nossa cidade, e consequentemente nosso Estado, foi atenciosamente ouvido por todos os convidados.
A homenageada da noite, Marina Caroline dos Santos, recebeu uma Láurea pelo seu desempenho acadêmico no Curso de Pedagogia e foi parabenizada pelo Deputado Paes Landim, o qual fez questão de registrar o momento através de uma fotografia.

Nas solenidades de Formatura do dia 15, Administração com Habilitação em Turismo e Sistema de Informação, mais uma vez, Paes Landim abrilhantou a noite com seu belíssimo discurso em louvor aos recém formados.

Após a solenidade, participou do Baile de Formatura da turma de Pedagogia, no Country Club, em Luís Correia.

Na noite do dia 16 de janeiro, Paes Landim prestigiou o Baile de Formatura da turma de Administração com Habilitação em Turismo, realizada no Porto das Barcas.
Por: Luna Rocha Lobão
Edição: Ivânia Saila
Fotos: Themis Rocha Lobão
O ANO JOAQUIM NABUCO
Paes Landim
“O seu belo e harmonioso espírito via – ou acabou vendo – a literatura, a política, a história, a religião pela perspectiva da arte.”, assim escreveu Raymundo Faoro no prefácio ao monumental livro de Joaquim Nabuco “Um Estadista do Império”. Efetivamente, Joaquim Nabuco foi o mais culto homem publico do Brasil no século XIX, protagonista da causa mais nobre do seu tempo que foi a Abolição da Escravatura.
Com a queda da monarquia, em 1889, Joaquim Nabuco retira-se da vida pública, mas, percebendo seu talento o governo republicando, através do Barão do Rio Branco, o convoca para uma das mais importantes missões diplomáticas da República que se inaugura: Embaixador, em Londres e nos Estados Unidos, onde veio a falecer, em 1910, aos 60 anos de idade.
Raymundo Faoro, uma das maiores figuras do pensamento brasileiro do século XX, Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, no momento mais dramático do nosso tempo político, mostra em seu prefácio que não houve um autor conhecido do seu tempo, seja ele na política, na literatura, na história, que Nabuco não tenha lido; desde Cícero, o paladino da república romana, até os grandes clássicos do direito constitucional inglês.
O seu livro, “Um Estadista do Império”, é a própria história da monarquia brasileira, sobretudo no Segundo Reinado, onde pontificou seu pai, José Tomaz Nabuco de Araújo, Presidente do Conselho de Ministros, Ministro várias vezes, sobretudo da Justiça quando, inclusive, elaborou os principais institutos do Código Civil Brasileiro, vindo a falecer durante a sua elaboração.
Senador do Império, foi seu pai o paradigma do liberalismo brasileiro, cujo manifesto Liberal de 1869, que contou com a adesão das grandes figuras representativas da política brasileira, dentre eles, Zacarias de Goes Vasconcelos, Sousa Franco, Francisco Otaviano e o nosso Marquês de Paranaguá. Joaquim Nabuco estudou no Colégio Pedro II e depois foi estudar Direito em São Paulo, onde lá se encontrou, no terceiro ano da faculdade, com os gigantes Rui Barbosa e Castro Alves, que haviam se transferido de Olinda para o Largo de São Francisco. Por sua vez, no quarto ano do curso, Nabuco se transferiu para sua terra natal, concluindo sua faculdade de Direito em Olinda. Filho de família rica, Nabuco, aos 23 anos, conhecia a Europa e os Estados Unidos, numa viagem de conhecimento que demorou quase um ano.
Hoje, 17 de janeiro, completa 100 anos da morte do grande Joaquim Nabuco, razão porque o Senador Marco Maciel, seu maior discípulo na vida pública brasileira, em 2007, defendia que este ano fosse considerado como o “Ano Nacional Joaquim Nabuco”, homenagem ao político, ao escritor, ao diplomata e, no meu entender, ao historiador, pois, para quem quiser conhecer a história da monarquia brasileira é obrigado a ler “O Estadista do Império”.
Anísio Teixeira, quando fundou a Universidade de Brasília, escolheu as dez obras básicas da cultura brasileira editadas pela editora da UNB. Entre essas obras, a “Minha Formação” de Joaquim Nabuco, prefaciada por Gilberto Freyre, que o chama de “o autor apolíneo”. No centenário de Joaquim Nabuco, é uma oportunidade para que as universidades brasileiras, a exemplo do grande Raymundo Faoro, mergulhem no estudo da sua obra, radiografia dos fundamentos e da evolução do estado brasileiro até a consolidação da República.