26 de jan. de 2010

Congresso aprova envio de mais 1.300 militares brasileiros ao Haiti

Deputado Paes Landim leu e defendeu em plenário a mensagem do Presidente Lula

Senadores José Sarney(PMDB-AP) e Gim Argelo(PTB-DF) e o Dep. Paes Landim (PTB-PI)
O Congresso aprovou nesta segunda-feira o envio de mais 1.300 militares brasileiros para o Haiti. A comissão representativa da Câmara e do Senado - convocada para votar em caráter emergencial o reforço de tropas para ajudar na reconstrução do país caribenho - aprovou mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o pedido para aumentar o contingente dos militares.

Membro da Comissão representativa do Congresso Nacional, o Deputado Paes Landim(PTB-PI) foi responsável pela leitura da mensagem encaminhada pelo Presidente da República. Landim lembrou ainda que durante a discussão do Constituição de 1998, por iniciativa do ex-Governador de São Paulo Franco Montoro, foi incluído dispositivo que trata da preocupação com a América Latina.

“A mensagem do Presidente se coaduna com esse princípio constitucional e com a tradição brasileira de integração latinoamericana, além de representar uma demonstração de solidariedade e do papel significativo das nossas Forças Armadas”, defendeu Landim.

(Assista ao vídeo com o discurso do Deputado piauiense clicando aqui)

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que o reforço das tropas no Haiti mostra a liderança do Brasil no comando das forças de paz das Nações Unidas no país.

"O Brasil tem que pagar o preço pela sua grandeza. O Brasil, sendo o maior país da América do Sul, pelo peso da sua grandeza, tem o custo e isso nós devemos pagar. Para as Forças Armadas é muito importante que tenhamos também participação internacional em favor da paz do mundo inteiro", afirmou.

(Autor/Fonte: Adaptado das informações de Folhaonline e da Agência Senado)

24 de jan. de 2010

Missão no Haiti


O Deputado Federal Paes Landim foi convocado para reunião da Comissão Representativa do Congresso Nacional na Missão de Estabilização da ONU no Haiti.

Numa conversa telefônica com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o presidente do Senado, José Sarney, foi informado de que o governo vai enviar ao Congresso projeto de decreto legislativo para aumentar em mais 800 militares a missão brasileira no Haiti. Em razão disso, Sarney decidiu convocar, para a próxima segunda-feira (25), às 15h, reunião da comissão representativa do Congresso para deliberar sobre o assunto.

A comissão representativa do Congresso é formada por oito senadores e 17 deputados, e pode deliberar sobre decisões que exijam aprovação dos congressistas durante o recesso parlamentar.

LIÇÕES DA TRAGÉDIA DO HAITI

Paes Landim

“Por que as histórias políticas, econômicas e ecológicas desses dois países que compartilham a mesma ilha são tão diferentes?.../Parte da resposta envolve diferenças ambientais.” Esta reflexão de Jared Diamond se encontra na sua fantástica obra “Colapso” (como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso). O capítulo 11 do livro por si só requereria a leitura por parte das chamadas elites políticas e acadêmicos do país. “Uma ilha, dois povos, duas histórias: a República Dominicana e o Haiti”, quando o eminente professor de geografia da Universidade da Califórnia , ensina que “os problemas ambientais afetam as sociedades humanas, mas as respostas das sociedades também fazem uma diferença”.

O Haiti, até meados do século XIX foi a mais rica colônia da França no mundo, que explorava as suas madeiras à custa da mão-de-obra escrava. Os navios que vinham da França, cheios de escravos, retornavam abastecidos de madeiras para vender na Europa. Na mesma ilha, a República Dominicana, colônia espanhola, conseguiu manter grande parte da sua integridade florestal, à mercê da própria decadência do império espanhol. Ambos os países foram vítimas da mais desenfreada corrupção, no Haiti ela teve tamanha dimensão, que ao longo da sua história, até hoje, não conseguiu se organizar institucionalmente.

O paradoxo é que o sanguinolento ditador da República Dominicana, Trujillo, demonstrou, em determinados momentos, um defensor do meio ambiente, além de ter tomado algumas medidas que favoreceram certo desenvolvimento do país, inclusive com a construção de represas para gerar energia elétrica. Por sua vez, a pobreza do Haiti, o levou à coleta de madeira para combustível e de rios contaminados pela atividade agrícola ao longo das margens.

Isso é uma advertência para nós piauienses, posto que, até meados do século passado, a maioria do Estado usava carvão para gerar energia elétrica. Ainda hoje, a carvoaria vive destruindo nosso cerrado e nossos rios encontram-se assoreadas e suas margens de área destruídas, exatamente como aconteceu no Haiti. A República Dominicana deu uma lição significativa: o seu famigerado ditador Trujillo teve o bom senso de nos anos 20 do século passado, criar uma reserva natural em torno do seu maior rio, Yaque, estabelecendo por Decreto, o chamado “Vedado Del Yaque” (vedado é uma área de terra onde a entrada de pessoa é controlada ou proibida).

Há mais de um ano, escrevi um artigo sobre o impressionante livro do ex-vice Presidente da República dos Estados Unidos, o Senador Al Gore (que enfrentou Bush nas eleições) sob o título “Uma verdade incoveniente”. No livro, às páginas 222-223, tem uma fotografia impactante mostrando a ilha espanhola. Os dois cenários, na mesma linha geográfica. Onde fica a República Dominicana, floresta ainda exuberante. Onde fica o Haiti, destruição total.


Essa é a razão porque 30% das florestas do antigo lado espanhol da ilha, e onde fica a República Dominicana, está preservada. E no Haiti, somente 1% das terras florestais está preservado. Aliás, o pensador Paul Kennedy, no importante livro escrito, na década de 90 do século passado, ”Prèparer le Siécle XXI” já escrevia que milhares e milhares de haitianos fugiram de seu país por causa política, mas sobretudo porque os fazendeiros “eliminaram as florestas”, esterelizando as terras para o trabalho agrícola.

O escritor e pensador mexicano Carlos Fuentes, no artigo escrito no Jornal Espanhol “El Pais”, desta última quinta-feira, 21 de janeiro, escreveu que ao falar do Haiti não se sabe o que é mais grave: a impureza política ou a impureza ambiental.

20 de jan. de 2010

PAES LANDIM PRESTIGIA FORMATURAS DA FAP 2009.2

Nos dias 13, 15 e 16 de janeiro, o deputado Paes Landim foi convidado a participar das solenidades e bailes de Formatura das Turmas de Pedagogia, Administração com Habilitação em Turismo e Sistema de Informação da Faculdade Piauiense de Parnaíba – PI.

Ao lado do Senador João Vicente Claudino, Patrono da turma, do Deputado Ismar Marques e da Diretora Geral da FAP, Rosani Correia, Paes Landim, Paraninfo da turma, entregou os diplomas aos formados do Curso de Pedagogia.


Seu discurso em homenagem aos formandos, destacando a importância da educação superior e citando exemplos de figuras ilustres e belezas naturais da nossa Parnaíba, que exaltam nossa cidade, e consequentemente nosso Estado, foi atenciosamente ouvido por todos os convidados.


A homenageada da noite, Marina Caroline dos Santos, recebeu uma Láurea pelo seu desempenho acadêmico no Curso de Pedagogia e foi parabenizada pelo Deputado Paes Landim, o qual fez questão de registrar o momento através de uma fotografia.

Nas solenidades de Formatura do dia 15, Administração com Habilitação em Turismo e Sistema de Informação, mais uma vez, Paes Landim abrilhantou a noite com seu belíssimo discurso em louvor aos recém formados.

Após a solenidade, participou do Baile de Formatura da turma de Pedagogia, no Country Club, em Luís Correia.

Na noite do dia 16 de janeiro, Paes Landim prestigiou o Baile de Formatura da turma de Administração com Habilitação em Turismo, realizada no Porto das Barcas.


Por: Luna Rocha Lobão

Edição: Ivânia Saila

Fotos: Themis Rocha Lobão



O ANO JOAQUIM NABUCO

Paes Landim

“O seu belo e harmonioso espírito via – ou acabou vendo – a literatura, a política, a história, a religião pela perspectiva da arte.”, assim escreveu Raymundo Faoro no prefácio ao monumental livro de Joaquim Nabuco “Um Estadista do Império”. Efetivamente, Joaquim Nabuco foi o mais culto homem publico do Brasil no século XIX, protagonista da causa mais nobre do seu tempo que foi a Abolição da Escravatura.

Com a queda da monarquia, em 1889, Joaquim Nabuco retira-se da vida pública, mas, percebendo seu talento o governo republicando, através do Barão do Rio Branco, o convoca para uma das mais importantes missões diplomáticas da República que se inaugura: Embaixador, em Londres e nos Estados Unidos, onde veio a falecer, em 1910, aos 60 anos de idade.

Raymundo Faoro, uma das maiores figuras do pensamento brasileiro do século XX, Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, no momento mais dramático do nosso tempo político, mostra em seu prefácio que não houve um autor conhecido do seu tempo, seja ele na política, na literatura, na história, que Nabuco não tenha lido; desde Cícero, o paladino da república romana, até os grandes clássicos do direito constitucional inglês.

O seu livro, “Um Estadista do Império”, é a própria história da monarquia brasileira, sobretudo no Segundo Reinado, onde pontificou seu pai, José Tomaz Nabuco de Araújo, Presidente do Conselho de Ministros, Ministro várias vezes, sobretudo da Justiça quando, inclusive, elaborou os principais institutos do Código Civil Brasileiro, vindo a falecer durante a sua elaboração.

Senador do Império, foi seu pai o paradigma do liberalismo brasileiro, cujo manifesto Liberal de 1869, que contou com a adesão das grandes figuras representativas da política brasileira, dentre eles, Zacarias de Goes Vasconcelos, Sousa Franco, Francisco Otaviano e o nosso Marquês de Paranaguá. Joaquim Nabuco estudou no Colégio Pedro II e depois foi estudar Direito em São Paulo, onde lá se encontrou, no terceiro ano da faculdade, com os gigantes Rui Barbosa e Castro Alves, que haviam se transferido de Olinda para o Largo de São Francisco. Por sua vez, no quarto ano do curso, Nabuco se transferiu para sua terra natal, concluindo sua faculdade de Direito em Olinda. Filho de família rica, Nabuco, aos 23 anos, conhecia a Europa e os Estados Unidos, numa viagem de conhecimento que demorou quase um ano.

Hoje, 17 de janeiro, completa 100 anos da morte do grande Joaquim Nabuco, razão porque o Senador Marco Maciel, seu maior discípulo na vida pública brasileira, em 2007, defendia que este ano fosse considerado como o “Ano Nacional Joaquim Nabuco”, homenagem ao político, ao escritor, ao diplomata e, no meu entender, ao historiador, pois, para quem quiser conhecer a história da monarquia brasileira é obrigado a ler “O Estadista do Império”.

Anísio Teixeira, quando fundou a Universidade de Brasília, escolheu as dez obras básicas da cultura brasileira editadas pela editora da UNB. Entre essas obras, a “Minha Formação” de Joaquim Nabuco, prefaciada por Gilberto Freyre, que o chama de “o autor apolíneo”. No centenário de Joaquim Nabuco, é uma oportunidade para que as universidades brasileiras, a exemplo do grande Raymundo Faoro, mergulhem no estudo da sua obra, radiografia dos fundamentos e da evolução do estado brasileiro até a consolidação da República.

13 de jan. de 2010

PETRÔNIO PORTELLA – 30 ANOS DEPOIS

Paes Landim

“Fiz questão que o senador Petrônio Portella ouvisse o nosso diálogo para ele saber o quanto é difícil a missão de Presidente da República”, assim falou o Presidente Ernesto Geisel para Rosalynn Carter, no jantar não oficial que lhe ofereceu no Palácio da Alvorada em julho de 1977.

O governo do Presidente Geisel estava com relações estremecidas, à época, com os EUA. O Acordo Nuclear Brasil-Alemanha havia provocado suspicácias nos EUA, preocupado que o Brasil viesse a dispor de material capaz de produzir a bomba atômica. Por outro lado, as incisivas declarações do então chanceler Azeredo Silveira dizendo que a política externa brasileira não precisava dar satisfações a nenhum país, aumentava o “frisson” entre os dois países.

Nessa linha de política externa, o governo brasileiro estabeleceu as relações diplomáticas com a República Popular da China e foi o primeiro governo ocidental a reconhecer o governo pró-soviético de Angola. Aliás, o governo brasileiro demonstrou toda simpatia pelo movimento militar de Portugal que derrubou o regime salazarista e ao movimento emancipatório das ex-colônias africanas daquele país.

Para agravar o grau de tensão diplomática entre os dois países, o governo brasileiro rompeu o acordo militar com os Estados Unidos. Por sua vez, o governo de Jimmy Carter fazia sérias críticas ao Brasil em razão da sua política de Direitos Humanos.

Nesse contexto, o presidente Jimmy Carter, para tentar restabelecer os laços de amizade entre Brasil e Estados Unidos, articulou a visita ao nosso país, em caráter pessoal, da primeira dama Rosalynn Carter. O governo americano demonstrou interesse da visita pessoal de Rosalynn ao presidente Geisel e ao Congresso e de algumas figuras representativas da sociedade civil, entre elas o então Presidente Nacional da OAB, o grande pensador Raymundo Faoro.

Como a viagem não era de caráter oficial, o presidente Geisel lhe ofereceu um jantar privado no Palácio da Alvorada, tendo sido convidado o então presidente do Supremo Tribunal Federal, Thompson Flores e o da Câmara dos Deputados, Marcos Maciel, o Presidente do Senado, Petrônio Portella, o Ministro Azeredo da Silveira e o Embaixador dos Estados Unidos no Brasil e mais cerca de outros 4 convidados. Terminado o jantar, o presidente Geisel convidou Rosalynn para sentar-se ao seu lado, no sofá da sala de jantar do Palácio, e chamou também para fazer companhia nessa conversa o Senador Petrônio Portela, além do interprete oficial do Itamaraty.

Nesse diálogo com Rosalynn Carter, com a presença de Petrônio Portella, Geisel começou a descrever para a Primeira Dama dos EUA as dificuldades, as tensões, as noites mal dormidas preocupado com o destino do governo e do Brasil.

Rosalynn, por sua vez, também relatou as dificuldades do seu marido em dirigir os Estados Unidos, Carter era um jovem quando adentrou a Casa Branca e agora estava cheio de cabelos brancos, o que fez Geisel retrucar “Ora, se o Presidente do Brasil passa noites de insônia, imagine o Presidente dos Estados Unidos com a carga de problemas internacionais”.

Petrônio Portella atento a todo aquele diálogo, sem entender bem a razão da sua presença ali. Depois de quase uma hora de conversa, Geisel falou a expressão inicialmente citada, sinalizando a sua marcha inexorável para a Presidência da República. A morte prematura ceifou o seu destino.

8 de jan. de 2010

Reveillon

A praia da Pedra do Sal foi o palco perfeito para quem escolheu a beira mar em Parnaíba para passar o reveillon. 50 mil pessoas, entre parnaibanos e turistas, participaram da festa popular que, segundo o vice-prefeito Florentino Neto, tem o caráter da valorização dos artistas da terra e valorização também de momentos importantes como o réveillon, onde a confraternização e esperança da realização de ideais são reforçadas.

Dentre as autoridades presentes, prestigiaram o evento o prefeito de Parnaíba, José Hamilton, o Deputado Federal Paes Landim e o Vice-Prefeito Dr. Florentino Neto, juntos parabenizaram a Secretaria de Turismo, que tem à frente o Secretário Dr. Carlos Vinícius, pela realização do evento.

Turistas de todo o Brasil prestigiaram o Reveillon de Parnaíba. A queima de fogos durou 10 minutos e enfeitou o céu da Pedral. Esperamos que ela seja cada vez mais visitada e reconhecida como uma das praias mais bonitas do Litoral Nordestino.



Após as queimas de fogos, o Deputado Paes Landim e amigos foram prestigiar o Reveillon no Coqueiro, em Luiz Correia.

Por:Luna Rocha Lobão
Fotos:Themis Rocha Lobão
Edição:Ivânia Saila

5 de jan. de 2010

Deputado Paes Landim Homenageia o Professor Delfim Neto

“A técnica de pensar é um dom de Antonio Delfim Neto”. Com essa citação, o Deputado Paes Landim homenageia o Professor Delfim Neto, lembrando ainda que, enquanto universitário, ele foi primeiro aluno da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo a exercer o cargo de professor, e, “...ensinando a pensar, mostrando o caminho, desafiando a inteligência de seus alunos e seus pares”, como disse o seu ex-aluno Carlos Rocca, tornou-se admirado por seus alunos.

Em seu discurso, Paes Landim lembra que “nos 20 anos que convivemos juntos na Câmara dos Deputados, sentia nele um certo enfado com o plenário. Ali não havia como pensar. Delfim preferia ministrar suas aulas e seus ensinamentos discretamente, nas Comissões Técnicas, onde os “ holofotes” não aparecem. Mas Delfim Neto não foi só o grande Ministro da Economia, o excepcional professor de Economia da USP. Delfim entende da física quântica, da filosofia, da ciência política e das relações internacionais, como poucos no Brasil. Mas é, sobretudo, um sociólogo nato.”

Delfim Neto é a mais privilegiada inteligência viva no Brasil. Nada que seja fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade livre, aberta e justa lhe é indiferente.

Por:Luna Rocha Lobão

Edição:Ivânia Saila

fotos:Themis Rocha Lobão