"Inicio minhas palavras com o belo editorial do Portal Pé de Figueira, da minha cidade, São João do Piauí, sob o título A história julgará Wellington, escrito por seu editor, Abel Paes Landim. Ele inicia citando Max Weber, em seu livro A política como vocação. O grande cientista e pensador alemão, que também foi Parlamentar na Alemanha, escreveu palavras que se aplicam perfeitamente à personalidade de Wellington Dias.
Diz o texto:
"Essa é a qualidade psicológica fundamental do político: sua habilidade para permitir que os fatos ajam sobre si, mantendo a calma interior do espírito, sabendo manter o sentido de distância ante os homens e as coisas. (...) A política é feita com a cabeça e não com as demais partes do corpo ou da alma. Entretanto, para evitar que se transforme num frívolo jogo intelectual e para que se torne uma autêntica atividade humana, a devoção política só pode nascer e alimentar-se da paixão (por uma causa).(...) A força de uma personalidade política pressupõe, em primeiro lugar, a paixão, a responsabilidade e o sentido de proporção."
Iniciou o editorial com essas palavras de Max Weber. E continua:
"Paixão, responsabilidade e sentido de proporção. Com essas palavras Max Weber vaticina as principais virtudes de um político em seu 'A política como vocação'. (...) O Governador Wellington Dias surpreendeu ao anunciar sua permanência no cargo até o fim de seu mandato, abdicando de uma candidatura ao Senado com grandes perspectivas de sagrar-se vitoriosa. (...)
Wellington foi coerente com seu próprio discurso, quando afirmara que permaneceria no Governo caso não houvesse unidade entre os partidos que compõem a atual base aliada. Segundo ele, tal unidade visa, sobretudo, a dar prosseguimento a uma política de desenvolvimento iniciada em sua gestão, a que não quer que sofra solução de continuidade. Ao sacrificar-se, Wellington mostra-se um devoto apaixonado por essa causa, mostrando-se um voraz defensor antes de um projeto de governo do que de um projeto de poder.
A prudência demonstrada pelo Governador tem algo de modesto e instrumental; ela se põe a serviço de fins e só se ocupa com a escolha dos meios. Virtude temporal, sempre, e temporizadora, às vezes. É que a prudência leva em conta o futuro. Virtude presente, mas previsora ou antecipadora. Prudentia, observava Cícero, vem de providere, que significa tanto 'prever' como 'prover'." (...) nos seus quase 8 anos de poder, ser um republicano por excelência. Todas as virtudes republicanas nele se encontram.
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Wellington Dias vem de uma família modesta. Conheci seus pais, ambos vivos: D. Terezinha, uma senhora lutadora, corajosa, líder política; e Joaquim Félix, um símbolo da prudência, da humildade e da modéstia.
Não me esqueço de que, ainda garoto, conheci Joaquim Félix usando alparcatas. Eu sequer sei se, algum dia, ele teve um carro. O filho, Governador, não mudou o seu perfil.
Quanto aos seus avós, o materno, mais político, astucioso, no bom sentido da palavra, Raimundo José Dias, conhecido por Mundeiro, um bom fazendeiro, grande amigo de meu pai, era do antigo povoado Costa, onde hoje fica a cidade que tem o nome do meu pai, Paes Landim. Ele se hospedava na casa de meus pais em São João do Piauí. Eram compadres. Dois dos seus filhos, Liberato e Maria, moraram muitos anos em nossa companhia.
Seu avô paterno, o velho Félix Barroso, cuja família se espraia por São João do Piauí e Oeiras, era a bondade e a simplicidade em pessoa, que costumava mais ouvir do que falar.
Essas qualidades estão muito presentes na figura de Wellington Dias. Por isso que eu o chamo de cidadão republicano por excelência. Ele desmistificou o poder do meu Estado. É um cidadão como os demais cidadãos do Piauí; apenas é o primeiro deles por vontade do povo piauiense que o elegeu primeiro cidadão do Estado, ou seja, o magistrado supremo do Estado do Piauí.
Ressalto, ainda, seus sogros, D. Ivone Amorim e, sobretudo, o meu querido amigo Miguel Moura - o Miguel Moura da minha geração. É o mesmo Miguel Moura que há até poucos anos dirigia e alugava carros como motorista, e deixou de fazê-lo por questões apenas de recomendação médica. Ele não mudou em nada. Nenhuma vaidade tomou conta de Joaquim Félix ou do meu querido amigo Miguel Moura, cuja filha, a evangélica D. Rejane, é casada com o nosso Governador Wellington Dias.
Portanto, Wellington é um exemplo de personalidade republicana por excelência. Trata os cidadãos como iguais, com modéstia, sem empáfia e sem perder sua autoridade moral, posto que é reverenciado e admirado por todo o Estado do Piauí. Pobres e ricos, pretos e brancos têm dele a mesma atenção. É impressionante sua simplicidade republicana! Mas o que mais impressiona é a trajetória desse jovem, que foi Vereador de Teresina, Deputado Estadual, Deputado Federal, Governador, e teria agora uma eleição esmagadoramente certa para o Senado da República - reconhecimento do povo do Piauí ao seu grande Governo e às suas grandes virtudes republicanas.
Cometeu erros? Acredito que sim, até por questão de assessoria, de equipe. Mas sempre com a intenção de acertar. O PT do meu Estado cabia praticamente em uma caminhonete. Ele foi um grande leadership, que galvanizou a opinião pública do Piauí, que o conhece desde os tempos de líder sindical.
Foi o Presidente do Sindicato dos Bancários que mais lutou para evitar, primeiro, a intervenção do Banco Central no Banco do Estado do Piauí. Depois evitou a sua venda para o setor privado, incorporando-o, em seguida, ao Banco do Brasil. Wellington é respeitado pela categoria de bancários do meu Estado em função de sua luta, de sua coragem em defender as boas causas que acredita sejam justas e necessárias para o Piauí.
Quem o ouve discutir problemas do Estado fica impressionado com sua desenvoltura, com a rapidez com que capta os fatos, os acontecimentos. Quando assumiu o Governo, o Estado tinha dificuldades, e ele vai deixá-lo em condições de decolar para um grande futuro.
Orgulho-me muito, da amizade com o Governador Wellington Dias. Nossas diferenças ideológicas, claro, não desapareceram, mas o respeito e a admiração que tenho por ele superam eventual divergência de natureza política. Embora não tenha votado nele na primeira eleição, tenho aqui defendido, desde o começo do seu governo, sua postura republicana. Quando se despediu desta Casa, como Deputado Federal, realcei que teria um futuro de modéstia no Governo, porque essa era a lição de seus antepassados.
O Piauí, o Nordeste e o Brasil vão perder um grande Senador. Ele iria trazer para o Senado Federal um grande conhecimento de causa dos problemas do Estado.
Aliás, o saudoso Petrônio Portella gostava de dizer que quem passa pelo cargo de Governador geralmente traz uma grande visão realista dos problemas do Estado, e uma ajuda relevante para formular as políticas públicas no Senado Federal em favor do seu Estado, do Nordeste e do Brasil."
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados |