25 de fev. de 2010

A REVOLUÇÃO DO PRESIDENTE LULA

Em seu discurso do dia 04 de fevereiro, na Câmara dos Deputados, o Paes Landim destaca a importâncias das escolas tecnológicas nos últimos sete anos do governo do Presidente Lula. Segue abaixo, o discurso na íntegra:

"Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na segunda-feira, dia 1º, no antigo Blue Tree, o Sr. Presidente da República inaugurou virtualmente 76 escolas tecnológicas, os antigos CEFETs, hoje transformados em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.
Na oportunidade, o Ministro da Educação, Fernando Haddad, fez questão de enfatizar que nos 7 anos do Presidente Lula se construiu mais do que 100% das escolas técnicas federais que a República tinha desde o Governo de Afonso Pena.
Na solenidade, a Reitora do CEFET de Santa Catarina fez uma reflexão muito importante ao dizer que a preocupação do Presidente Lula com a formação técnica e profissional deriva da sua história. Segundo ela, no filme Lula, o Filho do Brasil, viu a D. Lindu levar o filho pela mão para estudar na escola de formação profissional do SENAI em São Paulo.
O Presidente Lula, que não teve a oportunidade da formação acadêmica, sabe que foi graças à escola de treinamento profissional do SENAI que conseguiu se impor como torneiro mecânico e líder sindical. Consequentemente, com seu passado de luta, chegou à Presidência da República. Ele viu que o caminho da cidadania, a forma de conquistar um lugar ao sol no espaço social brasileiro e ter dignidade é realmente a formação profissional. Afinal, é ela que prepara o cidadão para o emprego e, eventualmente, para ter formação universitária.
Ora, Sr. Presidente, quero parabenizar o Presidente Lula por sua grande sensibilidade. Só meu Estado, o Piauí, foi contemplado com a inauguração formal de 6 unidades, uma delas, inclusive, em minha região, São Raimundo Nonato, além de Corrente, pelas quais sempre muito lutei.
Se essas escolas mantiverem o mesmo padrão de qualidade de ensino das tradicionais escolas técnicas federais do Brasil, eu não tenho a menor dúvida do grande salto qualitativo que o Brasil dará no campo da pesquisa científica e tecnológica.
Esse é o grande contributo que a História registrará da passagem do Presidente Lula à frente do Governo do País. Ele realmente enfrentou o grande desafio da formação técnica, uma das grandes deficiências do Brasil e que é indispensável para sua transformação em um país realmente grande e de presença marcante no cenário internacional. Educação de qualidade é indispensável, mas, sobretudo, a formação cientifica e tecnológica dos cidadãos é o grande instrumento indispensável para o País se firmar no cenário econômico, social e científico do mundo.
Ao parabenizar toda a equipe do Secretário de Ensino Tecnológico do Ministério da Educação, na figura do Sr. Eliezer Moreira Pacheco, ressalto a dedicação e o trabalho excepcional desse escoteiro da educação, tal a sua dedicação e paixão, que é o Reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, Prof. Francisco das Chagas Santana."

O texto que segue abaixo, foi publicado no jornal Diário do Povo na edição do dia 21 de fevereiro, onde o Deputado Paes Landim reforça seu parecer positivo com relação às implantações das escolas técnicas no Brasil, lembrando de uma figura importante que contribuíu para a concretização desse projeto, Anísio Teixeira.

“... só existirá uma democracia no Brasil, no dia em que se montar a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a escola pública. Mas, não a escola pública sem prédios, sem asseio, sem higiene e sem mestres devidamente preparados, e, por conseguinte, sem eficiência e sem resultados – e sim, a escola pública rica e eficiente, destinada a preparar o brasileiro para vencer e servir com eficiência dentro do país”, assim escreveu o grande Anísio Teixeira, nos idos de 1936.

Anísio Teixeira era muito preocupado com a interação entre o projeto pedagógico e o projeto arquitetônico no seu sonho da escola ideal para o brasileiro, que incluía aula o dia inteiro, alimentação do aluno, no antigo primário (hoje primeiro grau). Para o autor de “Educação para a Democracia”, a arquitetura escolar deveria combinar aspectos da escola ‘tradicional’ com os da ‘oficina’, o que chamaríamos hoje de laboratório, além das áreas de esportes, do restaurante e do teatro.

Anísio morreu sem ver seus sonhos realizados, até porque, as suas duas experiências universitárias, a Universidade do Distrito Federal, nos anos 30 do século passado e a Universidade de Brasília, de nossos dias, não realizaram o modelo pedagógico do maior pensador da educação brasileira. Angustiado com a possível deteriorização da escola pública brasileira, que no seu tempo preenchia, em mínima quantidade, as necessidades do desenvolvimento nacional. Anísio chegou a defender, inclusive, que a União coordenasse e pagasse os professores da antiga escola primária, a fim de não só evitar a politicagem municipal com a educação, mas, sobretudo, motivar o professor com a sua valorização salarial.

O Presidente Lula me fez lembrar o siso de Jawahorlal Nehr, o primeiro Presidente da Índia, emancipada em 1947. A grande medida inaugural foi a criação do Instituto Indiano de Tecnologia, a fim de preparar grandes técnicos que garantiriam a independência da nova nação. No contexto globalizante de nossos dias, com Institutos Federais de Educação, ciência e Tecnologia, o Presidente Lula prepara o Brasil para os paradigmas tecnológicos do século XXI.

Ao acompanhar a paixão do presidente Lula, com a criação de escolas profissionais, técnicas e científicas, a nível médio e superior, lembrei-me de como Anísio Teixeira não se sentiria realizado, se vivo fosse, com a ação do nosso mandatário máximo em dar à escola pública profissionalizante um papel decisivo na formação da cidadania brasileira, como é o caso dos antigos CEFET’s. Criados em 1909, durante um século, a República criou menos Escolas Técnicas Federais que o presidente Lula em 7 anos de governo.

Com a sua própria experiência, Lula percebeu que a escola pública técnica é o caminho para a ascensão social das camadas mais pobres da nossa sociedade.

Estive presente na solenidade, realizada no inicio deste mês, quando o Presidente Lula inaugurou virtualmente mais de 70 escolas técnicas, inclusive seis do nosso Piauí, nas cidades de Corrente, São Raimundo Nonato, Uruçuí, Paulistana, Angical e Piripiri. No corrente ano, já foram autorizados a construção de mais três escolas nas cidades de São João do Piauí, Pedro II e Oeiras. Não posso deixar de aplaudir o professor Francisco Santana, Reitor das Escolas Técnicas no Piauí, pela dedicação e paixão com que se tem dedicado à sua nobre missão educacional.

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