Na Edição nº 1624 do dia 11 de março do JORNAL DA CÂMARA foi publicada matéria que comentava a homenagem feita por Paes Landim, em Plenário, ao Professor Azevedo.
Leia, abaixo, na íntegra, a matéria:
"O deputado Paes Landim (PTB-PI) homenageou em Plenário o ex-reitor da Brasil quer evitar novo debate sobre representatividade no Parlasul Universidade de Brasília, José Carlos de Almeida Azevedo, que morreu em 23 de fevereiro último. O baiano Azevedo, lembrou Landim, formado em São Paulo pela Marinha do Brasil, fez mestrado em
engenharia naval e em física nuclear, e depois, doutorado em física, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA. Com a crise institucional que se abateu sobre o Brasil, sobretudo sobre a Universidade de Brasília (UnB), em razão do regime autoritário de 1964, Azevedo assumiu, de início a vice-reitoria da instituição, “que passava por séria crise de sobrevivência, com 250 professores demitidos pelo reitor Laerte de Carvalho”.
À época, descreveu Landim, havia certa inquietação na linha dura militar sobre a conveniência de a UnB sobreviver ou não, já que, segundo eles, seria um foco de tensão permanente com o regime militar. “Azevedo tornou-se vice-reitor da instituição como pessoa de confiança do establishment militar, a fim de tranquilizar a linha dura e o próprio governo, na época do presidente Costa e Silva, e dar estabique de certa maneira provocava fricções entre ele e o próprio establishment.”
Ampliação da UnB - Citando o professor e sociólogo Vamireh Chacon, Landim afirmou que, sem Azevedo, o projeto de Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro não teria se consolidado. Como relatou o deputado, Azevedo construiu várias unidades e prédios, inclusive a Faculdade de Estudos Sociais Aplicados, que envolvia os cursos de Direito, Ciências Políticas, Relações Internacionais, Biblioteconomia e Administração.
“É de se destacar, por paradoxal que pareça, em pleno regime autoritário, que foi exatamente na gestão do professor
José Carlos de Almeida Azevedo que a Editora Universidade de Brasília foi revigorada e publicou possivelmente na América Latina as mais importantes publicações do pensamento liberal, o pensamento que defendia a democracia como regime, regime que possibilita o afloramento da liberdade individual”, destacou Paes Landim, ao lembrar ainda que o Departamento de Ciências Políticas e Relações Internacionais foi criado na gestão Azevedo.
A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul vai empenhar-se para evitar a reabertura da negociação sobre o número de representantes de cada país do bloco - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - no órgão legislativo regional. A estratégia foi sugerida pelo representante permanente do Brasil junto ao Mercosul, embaixador Regis Arslanian, a deputados e senadores brasileiros, em encontro ontem, antes da 22ª sessão plenária do Parlasul, em Montevidéu.
Uma recomendação sobre a distribuição de assentos já foi aprovada pelo parlamento e enviada ao Conselho do Mercado Comum, principal órgão decisório do bloco, ao qual cabe a última palavra sobre o tema. De acordo com a proposta negociada pelos países, na primeira etapa do processo de transição o Brasil teria direito a 37 cadeiras, enquanto a Argentina ficaria com 26 e Uruguai e Paraguai teriam 18 cada um.
Em uma segunda etapa, o Brasil poderia contar com 75 representantes. Após o acordo, porém, a delegação argentina solicitou que a decisão fosse revista pelo parlamento.
Eleições diretas - Integrantes da Representação Brasileira defendem a realização das primeiras eleições diretas para a escolha de parlamentares do Mercosul já em 2012 – os atuais membros, nove senadores e nove deputados, Rodolfo Stuckert lidade à Universidade de Brasília”, relatou o deputado, ao lembrar que Azevedo foi reitor da UnB de 1976 a 1985.
Paradoxo - Na análise de Paes Landim, havia um paradoxo da atuação de Azevedo na UnB: “Se, por um lado, ele podia ter externamente a imagem de um homem vinculado à linha dura, por outro, enfrentava setores do próprio governo; até porque nunca submeteu aos órgãos de inteligência o nome de qualquer professor que fosse submetido a sua apreciação para ser contratado pelos departamentos da universidade”.
Segundo o deputado, vindo dos Estados Unidos, Azevedo trouxe para a Universidade de Brasília a visão americana a respeito do ensino. Como exemplo, Landim citou que Azevedo preferia que os departamentos tivessem a liberdade de encaminhar à reitoria os nomes dos professores que iriam compor os seus quadros, dentro dos critérios de excelência.
“Ele confiava exatamente no bom senso e na avaliação dos chefes dos departamentos, dos diretores dos institutos. Ele os nomeava sem consultar os órgãos de inteligência do governo, o que de certa maneira provocava fricções entre ele e o próprio establishment.”
Ampliação da UnB - Citando o professor e sociólogo Vamireh Chacon, Landim afirmou que, sem Azevedo, o projeto de Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro não teria se consolidado. Como relatou o deputado, Azevedo construiu várias unidades e prédios, inclusive a Faculdade de Estudos Sociais Aplicados, que envolvia os cursos de Direito, Ciências Políticas, Relações Internacionais, Biblioteconomia e Administração.
“É de se destacar, por paradoxal que pareça, em pleno regime autoritário, que foi exatamente na gestão do professor José Carlos de Almeida Azevedo que a Editora Universidade de Brasília foi revigorada e publicou possivelmente na América Latina as mais importantes publicações do pensamento liberal, o pensamento que defendia a democracia como regime, regime que possibilita o afloramento da liberdade individual”, destacou Paes Landim, ao lembrar ainda que o Departamento de Ciências Políticas e Relações Internacionais foi criado na gestão Azevedo."
Leia, abaixo, na íntegra, a matéria:
"O deputado Paes Landim (PTB-PI) homenageou em Plenário o ex-reitor da Brasil quer evitar novo debate sobre representatividade no Parlasul Universidade de Brasília, José Carlos de Almeida Azevedo, que morreu em 23 de fevereiro último. O baiano Azevedo, lembrou Landim, formado em São Paulo pela Marinha do Brasil, fez mestrado em
engenharia naval e em física nuclear, e depois, doutorado em física, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA. Com a crise institucional que se abateu sobre o Brasil, sobretudo sobre a Universidade de Brasília (UnB), em razão do regime autoritário de 1964, Azevedo assumiu, de início a vice-reitoria da instituição, “que passava por séria crise de sobrevivência, com 250 professores demitidos pelo reitor Laerte de Carvalho”.
À época, descreveu Landim, havia certa inquietação na linha dura militar sobre a conveniência de a UnB sobreviver ou não, já que, segundo eles, seria um foco de tensão permanente com o regime militar. “Azevedo tornou-se vice-reitor da instituição como pessoa de confiança do establishment militar, a fim de tranquilizar a linha dura e o próprio governo, na época do presidente Costa e Silva, e dar estabique de certa maneira provocava fricções entre ele e o próprio establishment.”
Ampliação da UnB - Citando o professor e sociólogo Vamireh Chacon, Landim afirmou que, sem Azevedo, o projeto de Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro não teria se consolidado. Como relatou o deputado, Azevedo construiu várias unidades e prédios, inclusive a Faculdade de Estudos Sociais Aplicados, que envolvia os cursos de Direito, Ciências Políticas, Relações Internacionais, Biblioteconomia e Administração.
“É de se destacar, por paradoxal que pareça, em pleno regime autoritário, que foi exatamente na gestão do professor
José Carlos de Almeida Azevedo que a Editora Universidade de Brasília foi revigorada e publicou possivelmente na América Latina as mais importantes publicações do pensamento liberal, o pensamento que defendia a democracia como regime, regime que possibilita o afloramento da liberdade individual”, destacou Paes Landim, ao lembrar ainda que o Departamento de Ciências Políticas e Relações Internacionais foi criado na gestão Azevedo.
A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul vai empenhar-se para evitar a reabertura da negociação sobre o número de representantes de cada país do bloco - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - no órgão legislativo regional. A estratégia foi sugerida pelo representante permanente do Brasil junto ao Mercosul, embaixador Regis Arslanian, a deputados e senadores brasileiros, em encontro ontem, antes da 22ª sessão plenária do Parlasul, em Montevidéu.
Uma recomendação sobre a distribuição de assentos já foi aprovada pelo parlamento e enviada ao Conselho do Mercado Comum, principal órgão decisório do bloco, ao qual cabe a última palavra sobre o tema. De acordo com a proposta negociada pelos países, na primeira etapa do processo de transição o Brasil teria direito a 37 cadeiras, enquanto a Argentina ficaria com 26 e Uruguai e Paraguai teriam 18 cada um.
Em uma segunda etapa, o Brasil poderia contar com 75 representantes. Após o acordo, porém, a delegação argentina solicitou que a decisão fosse revista pelo parlamento.
Eleições diretas - Integrantes da Representação Brasileira defendem a realização das primeiras eleições diretas para a escolha de parlamentares do Mercosul já em 2012 – os atuais membros, nove senadores e nove deputados, Rodolfo Stuckert lidade à Universidade de Brasília”, relatou o deputado, ao lembrar que Azevedo foi reitor da UnB de 1976 a 1985.
Paradoxo - Na análise de Paes Landim, havia um paradoxo da atuação de Azevedo na UnB: “Se, por um lado, ele podia ter externamente a imagem de um homem vinculado à linha dura, por outro, enfrentava setores do próprio governo; até porque nunca submeteu aos órgãos de inteligência o nome de qualquer professor que fosse submetido a sua apreciação para ser contratado pelos departamentos da universidade”.
Segundo o deputado, vindo dos Estados Unidos, Azevedo trouxe para a Universidade de Brasília a visão americana a respeito do ensino. Como exemplo, Landim citou que Azevedo preferia que os departamentos tivessem a liberdade de encaminhar à reitoria os nomes dos professores que iriam compor os seus quadros, dentro dos critérios de excelência.
“Ele confiava exatamente no bom senso e na avaliação dos chefes dos departamentos, dos diretores dos institutos. Ele os nomeava sem consultar os órgãos de inteligência do governo, o que de certa maneira provocava fricções entre ele e o próprio establishment.”
Ampliação da UnB - Citando o professor e sociólogo Vamireh Chacon, Landim afirmou que, sem Azevedo, o projeto de Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro não teria se consolidado. Como relatou o deputado, Azevedo construiu várias unidades e prédios, inclusive a Faculdade de Estudos Sociais Aplicados, que envolvia os cursos de Direito, Ciências Políticas, Relações Internacionais, Biblioteconomia e Administração.
“É de se destacar, por paradoxal que pareça, em pleno regime autoritário, que foi exatamente na gestão do professor José Carlos de Almeida Azevedo que a Editora Universidade de Brasília foi revigorada e publicou possivelmente na América Latina as mais importantes publicações do pensamento liberal, o pensamento que defendia a democracia como regime, regime que possibilita o afloramento da liberdade individual”, destacou Paes Landim, ao lembrar ainda que o Departamento de Ciências Políticas e Relações Internacionais foi criado na gestão Azevedo."
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